TPM: entenda os sintomas e características da tensão pré-menstrual
Existem muitos sintomas associados à TPM que podem atrapalhar bastante a rotina da mulher. Deseja saber mais sobre o assunto? Acesse o post!
Saiba o que é a endometriose, quais são os seus sintomas e veja como é feito o tratamento para esse problema!
Saiba o que é a endometriose, quais os sintomas associados e como é feito o tratamento!
Dor todo mês, durante o sexo, toda vez… já parou pra se perguntar se isso é normal?
Spoiler: não é. E a endometriose pode estar por trás disso. E o pior: quantas vezes a gente não deixa essa dor chata e inconveniente pra lá?
Mas deixa eu te falar: a endometriose é real, afeta o corpo de muitas de nós e pode ficar anos sem diagnóstico. E não é “frescura”, não, como muita gente costuma dizer por aí.
Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada dez mulheres no Brasil sofre com o problema.
O principal sintoma? Dor pélvica intensa, muitas vezes crônica. Mas existem outros, como alterações menstruais e desconforto durante o sexo. Além disso, a condição pode impactar, também, na fertilidade feminina.
Diferentemente de condições mais comuns na saúde feminina, como a candidíase ou a infecção urinária, a endometriose afeta mulheres e pessoas com útero. E a explicação é que ela surge justamente ali: no útero. Ou, para sermos mais específicos, no endométrio, que é o tecido que reveste o órgão.
Na prática, a endometriose é uma inflamação que acontece quando células do endométrio resolvem aparecer onde não foram convidadas.
E a gente explica: em vez de ficarem só no útero, elas migram para outras partes do corpo. Esses pedacinhos de endométrio podem crescer fora do útero e alcançar regiões como a pelve (entre o umbigo e a virilha) e os ovários. Mas também podem chegar a lugares menos óbvios, como as trompas de Falópio e até a parte externa do intestino.
O resultado? Dor constante, incômodo e uma condição que pode acompanhar muitas mulheres, por anos, antes de finalmente ser diagnosticada.
E não, o diagnóstico não demora porque os sintomas são leves. Ele demora porque muita dor é tratada como “normal”, “coisa de mulher” ou algo que dá pra empurrar com analgésico.
Entender esses sinais é o primeiro passo pra gente parar de normalizar o desconforto e começar a buscar o tratamento certo.
Para reconhecer a endometriose mais cedo, é essencial saber como ela costuma se manifestar. Entre os sintomas mais comuns¹, estão:
E o mais importante: você não precisa sentir tudo isso pra ter endometriose. Cada corpo é único. Às vezes, só um sintoma (principalmente dor) já é motivo suficiente pra procurar uma investigação médica mais a fundo.
A gente adoraria trazer uma resposta exata para a pergunta. Mas a verdade é que as causas da endometriose ainda não são totalmente conhecidas.
Embora a ciência avance a cada ano, a origem exata da doença permanece incerta.
Mesmo assim, especialistas já trabalham com algumas hipóteses. Vamos ver quais são?
Nem todo mundo apresenta o mesmo risco.
Existem alguns grupos mais propensos a desenvolver a condição. Entender isso ajuda (muito) a ficar de olho nos sinais². Vem ver quais são:
Lembrando que esses são fatores de risco. Não há garantias de que você desenvolverá endometriose em algum momento da sua vida.
Além disso, é perfeitamente possível ter o problema, mesmo sem fazer parte de algum desses grupos.
Bom, para começo de conversa, infertilidade não é regra. Muita gente com endometriose consegue engravidar, sim, seja naturalmente ou com uma ajudinha dos tratamentos reprodutivos.
Porém, a endometriose costuma andar de mãos dadas com a dificuldade para engravidar.
Isso acontece porque o endométrio, ao crescer fora do útero, pode causar inflamação, cicatrizes e aderências internas na região pélvica, bagunçando o funcionamento do sistema reprodutor.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), mais de 30% das pessoas com endometriose apresentam algum grau de dificuldade para engravidar.
O diagnóstico da endometriose costuma ser bem desafiador.
A investigação começa com uma avaliação clínica detalhada no consultório ginecológico. Porém, para confirmar o diagnóstico, geralmente são necessários exames complementares. Entre os principais, estão:
A biópsia é um procedimento cirúrgico, mas é o único meio de fechar o diagnóstico de endometriose com total precisão. Em alguns casos, no entanto, os profissionais e pacientes podem decidir, em conjunto, pelo início do tratamento, mesmo sem o laudo da biópsia.
O tratamento da endometriose varia conforme a intensidade dos sintomas, a fase da doença e os planos reprodutivos da paciente.
É fundamental consultar um médico para definir a melhor abordagem terapêutica para cada caso. Na maioria das situações, o protocolo inicial envolve medicamentos para controle da dor e métodos hormonais, como anticoncepcionais, que auxiliam na redução da atividade ovariana.
Outras opções de tratamento incluem:
A escolha do tratamento vai depender do quadro clínico, do desejo de engravidar, da idade da paciente e do risco de complicações cirúrgicas, mas sempre com foco no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida.
A gente adoraria dizer que sim, mas a endometriose ainda não tem cura definitiva.
Mas isso não significa falta de tratamento. Existem opções eficazes que ajudam (e muito) a manter a condição sob controle.
Com o acompanhamento certo, os sintomas ficam mais previsíveis e deixam de mandar tanto na rotina.
Por ser uma condição crônica, a endometriose pode acompanhar a pessoa por bastante tempo. Por isso, o foco do tratamento é aliviar a dor, frear a progressão da doença e, quando fizer sentido, cuidar da fertilidade.
E aqui vai um ponto essencial: tratamento não é receita pronta. O que funciona superbem pra uma pessoa pode não funcionar pra outra.
Com acompanhamento ginecológico contínuo, dá sim pra encontrar uma estratégia que permita viver com menos dor e mais qualidade de vida.
A regressão da endometriose pode acontecer após a menopausa, com a queda natural dos hormônios.Ainda assim, por ser crônica, pode retornar, especialmente enquanto houver ciclos hormonais ativos.
Mas, por favor, não tente passar por isso sozinha ou esperar até lá. Ao perceber qualquer sinal da endometriose, procure orientação médica o quanto antes e comece o tratamento logo.
Conviver com dores intensas não afeta só o corpo, nós sabemos. Mexe (e muito) com o emocional.
A busca constante por alívio, junto à demora para conseguir um diagnóstico, pode gerar um misto de emoções, impactando relações, trabalho e a forma de viver o dia a dia.
O medo das crises, a ansiedade e a sensação de ter que “aguentar” algo que ninguém vê são comuns.
A dor recorrente mexe com o humor, a autoestima, a libido e até com a forma como a pessoa se enxerga.
Por isso, ter acolhimento, escuta e apoio psicológico é parte importante desse processo.
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A informação pode acelerar o diagnóstico e facilitar o acesso ao tratamento. E você pode fazer a diferença nisso.
Fontes de referência:
- Oncoguia
- Medscape
- Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
- WebMD
- Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva
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